O Pará já registrou oito escalpelamentos só este ano. O número é maior que no mesmo período do ano passado, quando foram contabilizados cinco casos de janeiro a agosto, segundo a Marinha. Em todo o ano de 2020 foram nove registros. Para prevenir esses acidentes, a Marinha lançou uma campanha com focos em Belém, Breves e Curralinho, na Ilha do Marajó.

O caso mais recente de escalpelamento no estado foi de uma menina de 7 anos. Segundo a Marinha, a criança se feriu em 8 de agosto na cidade de Juriti, na região do Baixo Amazonas. Ela foi encaminhada para Belém, onde segue internada na Santa Casa. O estado de saúde é estável, mas não há previsão de alta.

O escalpelamento ocorre quando o couro cabeludo é arrancado bruscamente. No Pará, os acidentes afetam mais mulheres de cabelos longos e ocorrem, geralmente, em pequenas embarcações com o eixo descoberto.

Regina Formigosa foi uma das vítimas quando tinha 26 anos. Foi durante um passeio na Ilha do Marajó que os cabelos enroscaram no motor do barco. A dor do acidente seguiu junto com a recuperação, que durou meses.

“Fiquei cinco meses internada, fiquei debilitada, precisei fazer várias cirurgias. Hoje em dia estou bem. Mas desde então continuo fazendo tratamento”, conta.

Ela atualmente participa da Orvam, uma organização não governamental que ajuda as vítimas, inclusive com a confecção de perucas. “A gente tem que servir essas pessoas, pois os acidentes continuam acontecendo”, afirma.

A Capitania dos Portos deve realizar palestras e ajudar na instalação de proteção nos motores. A intenção, segundo o Almirante Garnier Santos, Comandante da Marinha, é que não haja mais nenhum registro. Um dos anos com mais registros foi 2019, com 12 casos contabilizados.

“Não aceitamos que um único caso aconteça. Então, um caso é muito “, afirmou o comandante.

O Dia Nacional de Combate e Prevenção ao Escalpelamento é em 28 de agosto e a campanha da Marinha vai até 29 deste mês.

Foto: Reprodução

Informações: G1 Pará

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