MP Eleitoral considera regular pesquisa AtlasIntel e pede liberação de levantamento ao Governo no Pará

O Ministério Público Eleitoral, por meio da Procuradoria Regional Eleitoral do Pará, emitiu parecer favorável ao instituto AtlasIntel e defendeu a improcedência da representação apresentada contra a empresa. O órgão também pediu à Justiça Eleitoral a revogação da decisão liminar que havia suspendido a divulgação da pesquisa no Estado.

A manifestação do MPE ocorreu após a análise dos questionamentos apresentados no processo e concluiu que os procedimentos adotados pelo instituto estão de acordo com as regras previstas na legislação eleitoral.

MPE afasta irregularidades no registro

Segundo o parecer, a AtlasIntel realizou dois registros concomitantes no sistema PesqEle, utilizado pela Justiça Eleitoral para o cadastramento de pesquisas.

Um dos registros, PA-04533/2026, corresponde às perguntas relacionadas aos cargos de governador e senador. O segundo, BR-06267/2026, está relacionado à disputa para presidente da República.

O Ministério Público Eleitoral considerou legítima a utilização de um único formulário contendo perguntas de abrangência estadual e nacional, desde que os respectivos registros sejam realizados no sistema eleitoral. Na avaliação da Procuradoria, foi justamente o que ocorreu no caso analisado.

Sistema da Justiça Eleitoral motivou divisão dos registros

Outro ponto destacado no parecer é que a necessidade de realizar dois registros não representaria uma tentativa de ocultar informações ou burlar as regras eleitorais.

De acordo com a manifestação do MPE, a divisão decorre de uma exigência operacional do próprio sistema PesqEle, que exige registros específicos para pesquisas envolvendo diferentes abrangências eleitorais.

Com isso, a Procuradoria Regional Eleitoral afastou a hipótese de omissão ou fraude relacionada ao procedimento adotado pela AtlasIntel.

O parecer também ressalta que as informações referentes à pesquisa foram cadastradas e disponibilizadas para fiscalização, permitindo o acompanhamento pelos interessados e pelos órgãos responsáveis pela fiscalização eleitoral.

Pedido de revogação da liminar

Diante das conclusões apresentadas, o Ministério Público Eleitoral defendeu a improcedência integral da representação contra o instituto e pediu a revogação da decisão liminar que determinou a suspensão da divulgação da pesquisa no Pará. A manifestação representa uma posição favorável à AtlasIntel no processo, mas não encerra a disputa judicial.

O caso ainda será analisado pela Justiça Eleitoral, que deverá decidir sobre o mérito da representação e sobre o pedido de revogação da liminar. A decisão caberá à magistrada responsável pelo processo no Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA).

Pesquisa aguarda decisão da Justiça Eleitoral

Com o parecer favorável do Ministério Público Eleitoral, a expectativa agora é pela apreciação do pedido de liberação do levantamento.

Até que haja uma nova decisão judicial, permanece válida a determinação anteriormente estabelecida no processo. A eventual divulgação da pesquisa dependerá, portanto, da decisão do TRE-PA.

O parecer do MPE, entretanto, reforça o entendimento de que, após a análise técnica dos procedimentos adotados, não foram identificadas irregularidades no registro da pesquisa que justificassem a acusação de fraude ou omissão.

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