Clubes de futebol contestam proibição das bets e pedem retomada das atividades no Brasil

Representantes de grandes clubes do futebol brasileiro, entre eles Flamengo e Fluminense, defenderam nesta terça-feira (3) a retomada das casas de apostas esportivas no país durante uma audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília.

O encontro foi convocado pelo ministro Luiz Fux para discutir os impactos da Medida Provisória 1.394/2026, publicada pelo governo federal em setembro, que proibiu a exploração, a oferta e a publicidade das chamadas bets no território nacional.

Durante a audiência, os clubes argumentaram que a proibição pode provocar grandes prejuízos financeiros, principalmente por causa dos contratos de patrocínio firmados com empresas de apostas. O representante do Flamengo afirmou que a medida coloca em risco aproximadamente R$ 430 milhões em receitas anuais e pode comprometer mais de 1.200 empregos.

Já o presidente do Fluminense destacou que o fim das atividades também pode afetar equipes menores, que dependem dos recursos de patrocínio para manter as despesas. Segundo ele, o clube pode perder cerca de R$ 200 milhões em receitas.

Além de Flamengo e Fluminense, representantes de Botafogo, Cruzeiro, São Paulo e Corinthians também se posicionaram contra a proibição. Entre os argumentos apresentados estão a necessidade de segurança jurídica para os contratos e o risco de crescimento do mercado ilegal de apostas.

Do outro lado, representantes do governo federal defenderam a manutenção da proibição, apontando os impactos sociais das apostas, como endividamento das famílias, vício e possíveis ligações com o crime organizado.

A audiência faz parte da discussão de ações que questionam a constitucionalidade da medida provisória. O debate reúne representantes do governo, de clubes esportivos e de diferentes setores da sociedade. A decisão sobre o futuro das bets no Brasil ainda depende da análise do Supremo e da tramitação da medida no Congresso Nacional.

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