As investigações sobre o homicídio do empresário Estevão Neves Pinto, ocorrido em 5 de setembro, em Castanhal, ganharam um novo rumo.
A Polícia Civil informou, em coletiva realizada nesta sexta-feira (12), que o sócio da vítima, Rafael Mota Ribeiro, preso preventivamente por suspeita de ser o mandante do crime, também teria dado suporte direto na fuga dos executores.
Segundo o delegado Pedro Rocha, da Delegacia de Homicídios de Castanhal, o próprio atirador revelou em depoimento que Rafael foi quem levou ele e o comparsa, responsável por pilotar a motocicleta, até o município de Benevides logo após a execução.
“O executor relatou que foi Rafael quem garantiu a fuga dos dois de volta para Benevides”, declarou Rocha.
De acordo com a apuração, a participação do sócio não se limitou à contratação dos criminosos. Ele teria entregue a moto utilizada no crime e, depois, dirigido o carro que ajudou na retirada dos envolvidos da cena.
A investigação chegou primeiro ao atirador, identificado a partir de câmeras de segurança. O monitoramento das imagens permitiu rastrear o veículo usado no crime, que teria saído da residência de Rafael, reforçando a suspeita contra ele.
O piloto da moto já foi identificado, mas ainda não foi localizado. Tanto ele quanto o atirador são de Benevides. Além dos dois, a polícia também apura o envolvimento de um quarto suspeito, cuja identidade não foi divulgada.


