Uma mulher investigada por tentativa de homicídio qualificado contra um bebê de 11 meses foi presa na manhã desta quinta-feira (26), no distrito de Outeiro, em Belém. A ação faz parte da “Operação Eli”, coordenada pela Divisão de Atendimento ao Adolescente (DATA), da Diretoria de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAV), com apoio do Núcleo de Inteligência da Polícia Civil (NIP).
Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início no último dia 19, após denúncia da família da criança, que percebeu alterações no comportamento do bebê, como sonolência excessiva e letargia. Imagens das câmeras de segurança da residência mostraram a babá introduzindo um objeto, aparentemente um comprimido, na boca da criança, o que levou à abertura imediata de inquérito policial.
Após o início das investigações, a equipe da DATA passou a monitorar a suspeita, que chegou a deixar o imóvel onde residia, no bairro de São Brás. Com base nas informações obtidas, foram solicitados à Justiça um mandado de prisão preventiva e uma ordem de busca e apreensão, ambos autorizados pela Vara de Inquéritos Policiais de Belém.
A suspeita foi localizada escondida em Outeiro e teve a prisão cumprida. No imóvel onde estava abrigada, foram encontrados medicamentos e seringas, que agora serão submetidos a perícia técnica.
Após a prisão, a mulher foi levada à sede da DATA, onde foi ouvida em interrogatório e segue à disposição do Poder Judiciário. As investigações agora seguem com a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), que apura outros possíveis episódios de violência e verifica a existência de outras vítimas.
Para o delegado Theo Schüler, que coordena a DATA em Belém, a ação foi resultado de um trabalho intenso de apuração e vigilância. “Conseguimos localizar e prender a investigada graças à atuação conjunta das nossas equipes. A gravidade do crime, o risco de reincidência e a tentativa de fuga justificaram a necessidade de uma resposta rápida”, afirmou.
A delegada Emanuel Amorim, diretora da DAV, destacou a importância das imagens e da denúncia para o desfecho do caso. “Estamos diante de uma situação extremamente grave, envolvendo uma criança que deveria estar em ambiente seguro. A prisão da suspeita representa um passo importante na responsabilização e prevenção de novos crimes”, disse.
Sobre a operação
A operação foi batizada de “Eli”, em referência ao personagem bíblico que acolheu e protegeu o profeta Samuel, simbolizando o compromisso da Polícia Civil com a proteção da infância e adolescência. A escolha do nome também reflete a postura firme e humanizada diante de crimes contra vulneráveis.


