Treze pessoas foram presas neste domingo (16/3) suspeitas de tentar fraudar um Concurso Público Estadual em Belém e Castanhal. As prisões ocorreram durante a operação “Gabarito Final”, conduzida pela Polícia Civil para combater fraudes e associação criminosa.
Os suspeitos foram detidos em locais de prova em Castanhal e nos bairros do Marco, Umarizal e Val de Cans, na capital paraense. Policiais civis, disfarçados de fiscais, monitoraram os candidatos e flagraram alguns deles utilizando celulares em miniatura e relógios digitais estrategicamente escondidos nas roupas, partes íntimas e calçados.
De acordo com o delegado-geral Walter Resende, o esquema envolvia professores especialistas que realizavam as provas e transmitiam as respostas aos candidatos envolvidos. A organização criminosa operava a partir de Abaetetuba e já havia tentado fraudar outros concursos no estado. Cada candidato pagava até R$ 10 mil pelo gabarito das provas.
Durante a operação, foram apreendidos celulares do mesmo modelo, escolhidos pelo tamanho reduzido para dificultar a detecção, além de relógios digitais e outros dispositivos usados na fraude. Os suspeitos eram abordados discretamente ao se dirigirem ao banheiro para consultar as respostas, garantindo que a ação policial ocorresse sem prejudicar os demais participantes.
A operação foi conduzida por equipes da Superintendência Regional do Baixo Tocantins, Núcleo de Apoio à Investigação de Abaetetuba e Delegacia de Homicídios de Abaetetuba, com apoio da Diretoria de Polícia Especializada (DPE). Os presos foram encaminhados à Divisão de Investigação e Operações Especiais (DIOE), onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante.