Um conjunto de ações estratégicas voltadas ao combate ao tráfico de drogas resultou na apreensão de mais de 12 toneladas de entorpecentes pelas forças de segurança no Pará em 2024. Os dados, divulgados pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) por meio da Secretaria de Inteligência e Análise Criminal (Siac), apontam um aumento de 41,37% no volume de apreensões em relação a 2023, quando foram registradas 9 toneladas apreendidas no mesmo período.
O secretário de Segurança Pública, Ualame Machado, destacou o trabalho conjunto das forças de segurança para coibir o tráfico. “O Pará vem conseguindo superar anualmente os números de apreensões de drogas. Neste ano, já atingimos 12 toneladas, superando o total do ano passado. Em cinco anos, apreendemos mais de 50 toneladas, o que comprova a eficiência das estratégias de segurança adotadas”, afirmou.
Machado também destacou os investimentos realizados, como a implantação das Bases Fluviais de Breves e Óbidos, que fortalecem o controle das rotas fluviais, além do trabalho das agências de inteligência e investigações efetivas.
Números da Repressão ao Tráfico
Em 2024, até novembro, o Pará apreendeu 12.945,434 kg de entorpecentes, dos quais 2.811,082 kg eram cocaína e 10.134,352 kg maconha. Em 2023, o total foi de 9.156,584 kg, incluindo 2.361,350 kg de cocaína e 5.895,234 kg de maconha. Essas apreensões representam um prejuízo de R$ 157.565.147,00 para o crime organizado.
As principais rotas de tráfico são previamente mapeadas pelas agências de inteligência da Polícia Civil e Militar. A Base Fluvial de Breves, por exemplo, apreendeu mais de 1.300 kg de drogas neste ano. A Base Candiru, em Óbidos, também tem contribuído significativamente para interceptar cargas no Rio Amazonas.
Operações Integradas Contra Organizações Criminosas
O combate à criminalidade também incluiu a prisão de mais de 1.200 suspeitos de integrarem organizações criminosas em 2024, resultado de 60 operações integradas conduzidas pela Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO). Algumas dessas operações contaram com apoio de estados como Santa Catarina, Amazonas, Rio de Janeiro, Paraná, Goiás e Maranhão.
Desde 2020, a Delegacia de Repressão a Facções Criminosas atua para combater organizações criminosas. Em 2024, foram realizadas 20 operações pela delegacia, com a prisão de 151 suspeitos envolvidos em extorsões, ameaças, roubos, tráfico de drogas e homicídios.
O delegado Breno Ruffeil, titular da unidade, enfatizou a importância de uma estrutura especializada. “Podemos dedicar atenção total às investigações para identificar e responsabilizar criminalmente os envolvidos. Esse trabalho tem permitido a elaboração de inquéritos robustos que fundamentam denúncias e condenações”.
Nova Política de Enfrentamento
A Polícia Civil também implantou em setembro de 2024 a Política de Enfrentamento às Facções Criminosas (PEFC), voltada ao monitoramento e à avaliação de ações táticas. O delegado-geral Walter Resende destacou que a iniciativa fortalece a capacidade de combate ao crime organizado, garantindo mais segurança para a população.