Cobrança de pedágio no Pará começa em agosto: veja como vai funcionar 

A partir da meia-noite do dia 1º de agosto de 2025, começa a fase de testes das praças de pedágio 1, 2, 7 e 8 no Pará. Nesse período inicial, não haverá cobrança, e o objetivo é orientar os motoristas quanto ao funcionamento das praças e aos serviços que estarão disponíveis ao longo do trecho. 

A cobrança efetiva está prevista para iniciar no dia 15 de agosto, também à meia-noite. A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seinfra) informou, por meio de nota, que essa cobrança só será autorizada após a conclusão das obras de modernização e revitalização, seguida de vistoria técnica. 

O trecho concedido à empresa privada Rota do Pará totaliza 526,2 km, abrangendo as rodovias PA-150, PA-475, PA-483, Alça Viária, além de trechos da PA-252 e PA-151. Com a concessão, a expectativa é ampliar a segurança nas estradas, garantir manutenção contínua, implantar postos de descanso com banheiros, além de oferecer atendimento 24 horas com ambulâncias e guincho. 

Segundo a Rota do Pará, o objetivo é transformar os trechos em rotas mais seguras e eficientes, com fluxo mais fluido de veículos e suporte constante aos motoristas. 

Tarifas e isenções: quem vai pagar o pedágio? 

Desde a assinatura do contrato de concessão, ficou definido que motociclistas estarão isentos do pagamento. Segundo Wilton Filho, diretor-presidente da Rota do Pará, essa decisão foi tomada em comum acordo com o Governo do Estado, considerando o uso frequente das motocicletas por moradores de áreas rurais. 

“Sabemos como este modelo de transporte é essencial para a população, especialmente nas regiões mais afastadas. Por isso, foi assegurada a isenção para motos”, afirmou o executivo. 

Veículos oficiais da União, dos Estados e dos Municípios também terão isenção. 

Em relação aos demais veículos, os valores ainda não foram oficialmente definidos, mas a concessionária estima que a tarifa deve girar em torno de R$10 por trecho, o que colocaria o pedágio paraense entre os mais acessíveis do país. 

A Seinfra reforça que o valor final será definido pela Artran (Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Pará), conforme critérios contratuais, levando em conta o tipo de veículo e o número de eixos. 

O pagamento poderá ser feito em dinheiro, cartão de crédito ou débito (sem taxa adicional), PIX ou via sistema eletrônico (TAG/AVI). 

Usuários frequentes — aqueles que passarem duas ou mais vezes por mês pela mesma praça e no mesmo sentido — poderão contar com o Desconto de Usuário Frequente (DUF), desde que usem o sistema eletrônico AVI. O desconto será aplicado automaticamente em todas as praças ativas. 

Concessão privada e investimentos 

A concessão à Rota do Pará é válida por 30 anos (2023 a 2054). A empresa prevê um impacto positivo significativo: R$2,6 bilhões em arrecadação tributária e R$2,9 bilhões de economia para os cofres públicos, além da geração de empregos diretos e indiretos. 

De acordo com a concessionária, os investimentos estão divididos em três ciclos. No primeiro, já foram destinados mais de R$245 milhões para ações emergenciais: melhorias na sinalização, limpeza, serviços de emergência, ambulâncias e guinchos. 

Cidades como Abaetetuba, Acará, Barcarena, Breu Branco, Goianésia do Pará, Ipixuna do Pará, Jacundá, Marabá, Moju, Nova Ipixuna, Tailândia e trechos da Alça Viária já receberam melhorias estruturais. 

Além disso, ao longo da concessão, estão previstos: 

  • 246,8 km de acostamentos duplos 
  • 11 passarelas para pedestres 
  • 52 ampliações de pontes e viadutos 
  • Monitoramento 24h com sistemas de tecnologia embarcada 

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