O Campeonato Paraense 2025 está suspenso desde 7 de março devido a processos em andamento no Tribunal de Justiça Desportiva do Pará (TJD-PA) sobre supostas escalações irregulares de jogadores por Capitão Poço, Tuna Luso Brasileira, Clube do Remo e Bragantino Clube do Pará. A indefinição preocupa os clubes, levando sete equipes a protocolarem um pedido no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para que assuma os processos nº 009, 010, 012 e 013/2025 e agilize a solução do impasse.
O documento é assinado por Santa Rosa, Águia de Marabá, Bragantino, Clube do Remo, Castanhal e Paysandu, que defendem a intervenção direta do STJD para eliminar uma instância e acelerar a retomada do campeonato. O pedido foi formalmente enviado ao Pleno do STJD, solicitando sua inclusão na pauta da próxima sessão.
Os clubes alegam que o julgamento tem sido lento, principalmente devido a embargos de declaração apresentados pelo Remo, considerados “protelatórios” e responsáveis pelo atraso da competição. Além disso, apontam uma animosidade entre o diretor jurídico do Remo e o TJD-PA, o que estaria prolongando a disputa.
O que diz o Remo
O diretor jurídico do Remo, Gustavo Fonseca, nega qualquer tentativa de atraso deliberado. “O processo segue os prazos normais. Seria interessante questionar por que a comissão do TJD-PA evita qualquer manifestação sobre a legalidade do regulamento”, argumenta. Ele reforça que sua atuação visa apenas resguardar os direitos do clube.
O que diz o TJD-PA
O presidente do TJD-PA, Rodolfo Cirino, afirma que o tribunal estadual está cumprindo os prazos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Segundo ele, “o Remo tem até hoje para apresentar embargos de declaração, um direito previsto em lei. Caso isso ocorra, o prazo do recurso voluntário será automaticamente estendido, adiando ainda mais o julgamento”.