Neste domingo (19), palestinos tomaram as ruas para celebrar, retornando em seguida aos escombros de suas casas destruídas, enquanto a Cruz Vermelha resgatava as primeiras reféns libertadas em um acordo de cessar-fogo que suspendeu os combates na Faixa de Gaza.
As três reféns entregues pelo Hamas à Cruz Vermelha foram identificadas como Romi Gonen, Emily Damari e Doron Steinbrecher, segundo uma autoridade israelense. Israel, por sua vez, deve libertar 90 prisioneiros palestinos.
Após um atraso de três horas, durante o qual bombardeios aéreos israelenses mataram 13 pessoas, de acordo com autoridades palestinas, o cessar-fogo entrou em vigor. Uma equipe do Comitê Internacional da Cruz Vermelha estava a caminho para receber os reféns.
Aya, uma mulher deslocada de Gaza que vive em Deir Al-Balah há mais de um ano, celebrou a trégua: “Sinto que finalmente encontrei água no deserto. Estou viva de novo.”
No norte, onde ocorreram os ataques mais intensos, centenas caminharam por escombros, enquanto combatentes armados do Hamas foram recebidos com aplausos na cidade de Khan Younis, no sul. Apesar da destruição, muitos entoaram cânticos em apoio às Brigadas Al-Qassam.
O cessar-fogo trouxe alívio aos 2,3 milhões de habitantes de Gaza, muitos deslocados pela guerra iniciada após o ataque do Hamas a Israel em outubro de 2023, que matou cerca de 1.200 pessoas, segundo autoridades israelenses. Em resposta, Israel bombardeou Gaza, resultando em cerca de 47 mil mortes, conforme autoridades locais.
Enquanto caminhões de ajuda atravessavam as fronteiras, Aya expressou esperança: “A guerra acabou, mas a vida será difícil por causa das perdas. Pelo menos, o derramamento de sangue parou.”