Uma operação conjunta de fiscalização realizada nesta terça-feira (31) intensificou o combate ao abate clandestino e às irregularidades sanitárias em Paragominas, no sudeste do Pará. A ação resultou na interdição de quatro locais e na apreensão, seguida de descarte, de carnes consideradas impróprias para consumo.
A iniciativa foi coordenada pela Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará), com apoio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema), Secretaria de Urbanismo (Semur), Vigilância Sanitária e Polícia Civil.
A força-tarefa teve como foco reprimir práticas ilegais envolvendo o abate de animais e a produção de alimentos sem fiscalização adequada, situações que representam riscos à saúde da população e prejuízos ao setor agropecuário.
As fiscalizações começaram nas primeiras horas da manhã, conduzidas pelo Grupo Agropecuário Técnico Tático e Operacional (Gatto), formado por médicos veterinários e fiscais estaduais.
A primeira ocorrência foi registrada no bairro Promissão, onde os agentes identificaram um abatedouro clandestino de suínos operando em área urbana. No local, foram encontrados quatro animais vivos em condições inadequadas, além de utensílios de abate sem higiene. Também foram constatados o preparo irregular de vísceras e o armazenamento de carne em freezer doméstico, sem qualquer controle sanitário ou de temperatura. Diante das irregularidades, o espaço foi interditado conforme a legislação vigente.
Na zona rural, outra ação revelou uma estrutura ilegal de abate em condições insalubres. Os fiscais encontraram carcaças sem identificação ou selo de inspeção, além de ossadas, couros e restos de animais espalhados pela propriedade, indicando atividade recorrente. Toda a carne armazenada foi apreendida e inutilizada por oferecer risco de contaminação.
Embora o imóvel tivesse registro para criação de bovinos e equinos, não havia autorização para o abate de animais, o que levou à interdição das áreas utilizadas para esse fim.
Segundo a Adepará, operações desse tipo são fundamentais para garantir a segurança alimentar e preservar a cadeia produtiva. O coordenador do Gatto, Gustavo Amaral, destacou que o abate clandestino coloca em risco a saúde pública e prejudica produtores que atuam dentro da legalidade.
O gerente de fiscalização do trânsito agropecuário, Paulo Bastos, informou que os responsáveis foram autuados e encaminhados, junto com os equipamentos apreendidos, à Delegacia de Polícia Civil de Paragominas.
A população pode colaborar denunciando práticas ilegais diretamente nas unidades da Adepará ou por meio da Ouvidoria, pelo WhatsApp (91) 99392-4720.


