Mais uma morte em Ananindeua levanta suspeita de contaminação por doença de Chagas  

A morte de Cíntia Machado, de 50 anos, registrada na UPA da Cidade Nova, em Ananindeua, é mais um caso que levanta fortes suspeitas de contaminação pela doença de Chagas no município. Embora o diagnóstico ainda não tenha sido oficialmente confirmado, a família relata que os exames médicos indicam a doença, e a principal linha de investigação aponta para o consumo de açaí possivelmente contaminado. 

Segundo familiares, dias antes de passar mal, Cíntia havia consumido açaí comprado em um estabelecimento do bairro do Coqueiro, onde costumava comprar com frequência. Após o consumo, ela e o pai, Carlos Machado, de 73 anos, começaram a apresentar sintomas semelhantes, como febre alta, dores no corpo, inchaço nas pernas e falta de ar. 

O quadro de saúde dos dois se agravou rapidamente. Cíntia não resistiu e morreu na unidade de saúde. O pai segue internado em estado grave. De acordo com a irmã da vítima, os exames apontam contaminação pela doença de Chagas, mas a família ainda aguarda a documentação oficial com os resultados. 

O velório de Cíntia Machado ocorreu em uma igreja no bairro do Coqueiro, reunindo familiares e amigos. As circunstâncias da morte estão sendo apuradas pelas autoridades de saúde. 

Casos recentes aumentam alerta no município 

A morte de Cíntia ocorre em meio a um cenário de aumento de casos suspeitos de doença de Chagas em Ananindeua, alguns deles associados ao consumo de açaí. Recentemente, um jovem de 26 anos, identificado como Ronald Silva, morreu com diagnóstico confirmado da doença, tendo como principal suspeita de contaminação a ingestão de açaí contaminado. 

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, três casos da doença já foram confirmados no município, enquanto outros sete seguem sendo investigados, todos com histórico semelhante de consumo do produto. 

Após os registros, equipes da Secretaria Municipal de Saúde e da Vigilância Sanitária de Ananindeua intensificaram as fiscalizações e interditaram preventivamente pontos de venda de açaí suspeitos de terem comercializado o produto possivelmente contaminado. 

O avanço dos casos tem causado medo e apreensão entre os moradores. Familiares de pacientes internados com suspeita da doença relatam insegurança e reforçam o pedido por mais fiscalização e informações sobre o consumo seguro do açaí no município. 

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