Sespa reforça importância da vacinação infantil para a volta às aulas no Pará 

No Pará, o cuidado com a imunização de crianças e adolescentes ganha ainda mais importância às vésperas do retorno às aulas. O período chuvoso, aliado ao aumento das aglomerações em ambientes fechados, eleva o risco de doenças respiratórias, especialmente entre quem sofre de asma e rinite alérgica. Por isso, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) orienta pais e responsáveis a manterem a vacinação em dia como forma de prevenir crises respiratórias e contribuir para um melhor rendimento escolar. 

De acordo com a coordenadora da Divisão de Imunizações da Sespa, Jaíra Ataíde, a atualização da caderneta vacinal é essencial para evitar a ocorrência de surtos no ambiente escolar. Segundo ela, o contato próximo entre alunos facilita a circulação de vírus e bactérias, tornando a vacinação coletiva uma das principais estratégias de proteção para toda a comunidade escolar. 

Jaíra ressalta ainda que, associadas a hábitos saudáveis, como uma alimentação equilibrada, as vacinas garantem imunidade suficiente para reduzir a gravidade das doenças ao longo do ano letivo. Caso a caderneta de vacinação tenha sido extraviada, a orientação é procurar a unidade de saúde mais próxima, onde os profissionais podem consultar os registros no sistema do SUS por meio do CPF ou Cartão SUS e, se necessário, reorganizar o esquema vacinal de forma segura, conforme a idade. 

Entre os imunizantes indicados para crianças estão a vacina contra a gripe (Influenza), de aplicação anual, além das vacinas contra a Covid-19, pneumocócica e meningocócica. O calendário nacional de vacinação do SUS contempla, ao todo, 14 vacinas para a faixa etária de zero a 14 anos, com doses aplicadas em intervalos que variam de meses a anos. 

A Pentavalente também é considerada fundamental, pois protege contra coqueluche — doença grave, principalmente em bebês menores de seis meses —, além de difteria, tétano, hepatite B e infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo B, microrganismo associado a doenças respiratórias e quadros como otite, pneumonia, sinusite e meningite. 

Já a vacina contra o HPV está disponível na rotina para crianças e adolescentes de nove a 14 anos e, de forma ampliada, para jovens de 15 a 19 anos que ainda não receberam nenhuma dose. A estratégia, adotada desde março de 2025, busca alcançar quem não conseguiu se vacinar na idade recomendada. As vacinas contra a Covid-19 estão disponíveis em unidades de referência, enquanto a Tríplice Viral e a vacina contra a Febre Amarela são ofertadas em toda a rede de saúde. 

A médica e coordenadora de Saúde da Criança da Sespa, Ana Cristina Guzzo, lembra que, durante o inverno amazônico, a permanência em locais fechados favorece a disseminação de vírus respiratórios e gastrointestinais. Ela orienta que crianças com sintomas gripais permaneçam em casa, evitando o contato com outras pessoas, especialmente aquelas com comorbidades, como idosos. 

Para a especialista, a vacinação infantil também representa um ato de responsabilidade coletiva. Quanto maior a cobertura vacinal, menor a circulação de agentes infecciosos, o que contribui para a proteção indireta de pessoas mais vulneráveis, como indivíduos com doenças crônicas. 

A Sespa reforça que as vacinas do calendário básico permanecem disponíveis durante todo o ano nas Unidades Básicas de Saúde, permitindo que a atualização da caderneta seja feita a qualquer momento. A vacinação pelo SUS ocorre nas UBSs, administradas pelos municípios, de acordo com os horários definidos pelas Secretarias Municipais de Saúde. Além disso, campanhas pontuais podem ser realizadas em shoppings e outros espaços de grande circulação. Cabe à Sespa a distribuição das doses enviadas pelo Ministério da Saúde aos 144 municípios do Pará. 

A lista completa dos imunizantes do calendário vacinal, organizados por faixa etária, está disponível no site do Ministério da Saúde. 

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