Sespa alerta para aumento do risco de arboviroses no Pará com o início do período chuvoso

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) alerta para o aumento do risco de arboviroses no Pará com o início do período chuvoso. Doenças como dengue, chikungunya, zika, mayaro e febre amarela são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, cujo ovo eclode ao contato com água acumulada pela chuva.

Segundo o Informe Epidemiológico nº 11, o Pará registrou uma queda de 20% nos casos de dengue de janeiro a novembro de 2025, com 14.198 casos confirmados, contra 17.858 no mesmo período de 2024. Apesar disso, a coordenadora estadual de Arboviroses, Aline Carneiro, reforça a importância da manutenção das medidas preventivas, principalmente com a intensificação das chuvas no inverno amazônico.

Foram identificados três sorotipos de dengue circulando no Estado, o que representa risco maior para a população, pois a imunidade é específica para cada tipo. A chikungunya também apresentou redução, com 358 casos confirmados este ano.

A Sespa orienta os municípios a realizarem o Levantamento Rápido Aedes aegypti (LIRAa) para monitorar a infestação do mosquito. Até o final de novembro, 133 municípios participaram do 5º ciclo do levantamento, dos quais 9 apresentaram índice de infestação predial acima de 3,9%, considerado alto risco.

Os principais criadouros identificados são caixas d’água (elevadas e no solo), depósitos móveis, pneus, lixo domiciliar e depósitos naturais. Os sintomas das arboviroses incluem febre, dores nas articulações, manchas vermelhas na pele e coceira. A Sespa recomenda atenção e busca imediata por atendimento médico, evitando automedicação.

Para prevenção, a população deve manter caixas d’água fechadas, eliminar água acumulada em recipientes, guardar pneus em locais cobertos, proteger ralos com telas e manter fossas vedadas. A vacina contra febre amarela está disponível nas Unidades Básicas de Saúde, e a partir de janeiro de 2026, uma nova vacina contra dengue será oferecida inicialmente a profissionais da saúde e, depois, à população acima de 59 anos.

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