Presidente critica modelo atual de jornada de trabalho e cita impactos da tecnologia 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender publicamente a necessidade de mudanças na jornada semanal de trabalho no Brasil. Para ele, o atual modelo praticado no país, em especial o regime conhecido como “seis por um”, seis dias de trabalho para um de descanso, já não acompanha a realidade imposta pelos avanços tecnológicos e pelas transformações no mundo do trabalho. 

Durante a declaração, Lula destacou que o aumento da produtividade proporcionado pela automação, digitalização e novas tecnologias exige uma reavaliação das relações entre capital e trabalho. Segundo o presidente, manter o formato atual sem discutir alternativas significa ignorar os impactos dessas mudanças sobre a vida dos trabalhadores. 

O chefe do Executivo defendeu que o tema seja debatido de maneira ampla e organizada, com a participação de sindicatos, especialistas em relações trabalhistas, representantes do setor produtivo e do Congresso Nacional. A proposta, segundo ele, é construir um novo modelo que concilie desenvolvimento econômico, geração de empregos e qualidade de vida. 

A discussão sobre a redução da jornada de trabalho tem ganhado espaço no país nos últimos meses, impulsionada por projetos em tramitação no Congresso e por experiências adotadas em outros países, que já testam escalas mais curtas sem redução salarial, com resultados positivos na produtividade e no bem-estar dos trabalhadores. 

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