Em discurso de abertura da Cúpula do Clima, realizada em Belém, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a responsabilidade global na proteção da Amazônia e cobrou maior comprometimento internacional para evitar o colapso ambiental. O evento, que ocorre nos dias 6 e 7 de novembro, serve como preparação para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), prevista para começar em 10 de outubro de 2025.
Durante a cerimônia, Lula ressaltou que, mais de três décadas após a Cúpula da Terra, no Rio de Janeiro, o mundo volta a concentrar atenções no Brasil, que pela primeira vez sediará uma COP no coração da Amazônia. O presidente enfatizou a relevância simbólica e estratégica da floresta amazônica na agenda ambiental global, destacando seu papel essencial para o equilíbrio climático do planeta.
Ao abordar os desafios enfrentados pelos povos da região, Lula reconheceu o impasse entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental, apontando que comunidades locais e povos indígenas vivem cotidianamente os impactos dessa realidade. Segundo ele, o desafio está em garantir prosperidade sem comprometer a integridade de um dos maiores patrimônios naturais da humanidade.
A Cúpula do Clima, realizada no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, reúne representantes de cerca de 140 países e é considerada um marco preparatório para a definição de metas e estratégias de enfrentamento às mudanças climáticas. Durante os dois dias de debates, líderes mundiais discutem propostas de ações práticas voltadas à mitigação dos efeitos da crise ambiental.
O encontro em Belém reforça o papel da Amazônia como eixo central das políticas ambientais globais. O governo brasileiro defende que a preservação da floresta seja uma responsabilidade compartilhada entre as nações, com foco em iniciativas que garantam a sustentabilidade, a proteção da biodiversidade e melhores condições de vida para as populações amazônidas.


