A Polícia Federal realizou, na manhã desta sexta-feira (24), a segunda fase da Operação Malik, com ações em Belém e São Miguel do Guamá, no nordeste do Pará. A ofensiva teve como foco identificar bens e ativos ligados a um esquema de ocultação patrimonial. Durante as diligências, foram apreendidas uma embarcação de luxo, avaliada em cerca de R$ 3 milhões, e duas lanchas com valor estimado em R$ 2 milhões.
Também foi determinado o sequestro judicial de bens pertencentes a três empresas e a um investigado apontado como integrante do núcleo financeiro da organização criminosa. Com as medidas desta etapa, o total de bens apreendidos e bloqueados desde o início da operação — deflagrada na primeira semana de outubro — pode chegar a R$ 50 milhões.
A Operação Malik é um desdobramento da Mercador Fenício, que revelou a existência de um esquema financeiro estruturado para viabilizar o contrabando de cigarros oriundos do Suriname. As investigações apontam o uso de empresas de fachada e laranjas para lavagem de dinheiro e reinserção dos valores ilegais no sistema financeiro nacional.
Na primeira fase, realizada no dia 8 de outubro, a PF cumpriu dois mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão em Belém e Ananindeua, por determinação da 4ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Pará. Na ocasião, houve ainda o bloqueio e sequestro de bens e ativos financeiros dos investigados, que ultrapassam R$ 44 milhões, incluindo fazendas, imóveis, veículos e embarcações utilizados para disfarçar a origem ilícita dos recursos.


