O presidente do Paysandu, Roger Aguilera, admitiu que o atual modelo de gestão do clube está esgotado e que o caminho mais viável para o futuro é a transformação do time em uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF). A medida, segundo ele, é vista como essencial para modernizar a administração e garantir estabilidade financeira ao clube.
A diretoria tem analisado exemplos de clubes brasileiros que passaram por esse processo, como o Bahia, adquirido pelo Grupo City, e o Botafogo, comprado pelo empresário norte-americano John Textor. Ambos registraram mudanças estruturais e esportivas após a adoção do modelo empresarial.
Durante o balanço da temporada, Aguilera destacou que a atual edição da Série B foi uma das mais equilibradas dos últimos anos e que o Paysandu enfrentou grandes dificuldades, especialmente no primeiro ano sob sua gestão. Entre os principais desafios, o dirigente apontou a montagem de um elenco reduzido, decisão técnica que acabou impactando o desempenho da equipe ao longo do campeonato.
As restrições orçamentárias também afetaram diretamente o planejamento para 2025. Parte significativa da arrecadação do clube, que registrou recorde histórico neste ano, foi destinada ao pagamento de dívidas herdadas da gestão anterior, totalizando cerca de R$ 20 milhões.
A diretoria informou ainda que a SAF do Paysandu foi avaliada em aproximadamente R$ 300 milhões, considerando apenas o departamento de futebol. O estudo foi elaborado em parceria com uma empresa especializada e prevê diferentes modelos de negociação, com possibilidade de divisão de participação entre o clube e investidores privados.
Com o projeto em fase de análise, o Paysandu busca parceiros estratégicos para viabilizar a transição e garantir um novo ciclo de sustentabilidade administrativa e competitividade esportiva.


