A agência de jornalismo independente Carta Amazônia lançou oficialmente o Carta Maps COP30, uma plataforma inovadora de geojornalismo voltada exclusivamente para a 30ª Conferência das Partes da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada em novembro, em Belém. O projeto já está no ar e pode ser acessado pelo site cartaamazonia.com.br/carta-maps-cop30.
A ferramenta oferece uma série de mapas interativos, com localização geográfica, textos, fotos e vídeos, trazendo informações cruzadas sobre serviços, programação da conferência e aspectos urbanos e sociais da cidade-sede. Os dados são coletados a partir de fontes públicas, como universidades, governos, jornalistas e a própria população.
“O Carta Maps é uma forma de traduzir o território por meio do jornalismo. Queremos dar visibilidade a tudo o que está ao redor da COP30, não apenas ao evento em si”, explicou Adison Ferreira, cofundador da Carta Amazônia.
O projeto foi desenvolvido com consultoria do pesquisador Antônio Laranjeira, membro do GJOL/UFBA, e surgiu a partir de uma imersão promovida pela Galápagos Newsmaking, que reuniu comunicadores de todo o país em julho deste ano, em São Paulo.
Além do foco ambiental e informativo, o Carta Maps pretende também ser uma ferramenta de educação cidadã e combate à desinformação, especialmente sobre os territórios da Amazônia Legal. A iniciativa conta com parceria do site Notícia do Pará e apoio da Ajor (Associação de Jornalismo Digital) e da Repórteres Sem Fronteiras.
UMA NOVA FORMA DE CONTAR A AMAZÔNIA
Criada em 2020 como um podcast, a Carta Amazônia é uma agência de jornalismo socioambiental e afroamazônida, sediada em Belém. Seu trabalho foca na produção de conteúdo independente, educomunicação e fortalecimento do jornalismo regional com base em temas como justiça climática, direitos humanos e defesa do território amazônico.
Com o Carta Maps, a agência inova ao unir jornalismo e tecnologia para narrar a Amazônia sob uma nova perspectiva: a do território vivo, dos dados locais e da participação cidadã.


