Pai é solto após perícia confirmar que bebê tinha marcas de nascença e não hematomas 

A Polícia Científica do Pará (PCEPA) esclareceu nesta sexta-feira (29) que os exames realizados em uma recém-nascida, em Santo Antônio do Tauá, apontaram que as manchas azuladas encontradas em seu corpo são marcas de nascença, descartando a hipótese de agressão. O laudo incluiu tanto exame de lesão corporal quanto sexológico, e ambos afastaram a possibilidade de violência física ou sexual. Diante do resultado, o pai da criança, que havia sido preso sob suspeita de espancamento, foi colocado em liberdade. 

Desde a divulgação inicial do caso, já circulavam rumores de que as marcas visíveis na pele do bebê não seriam hematomas provocados por agressão. Entretanto, até a conclusão da perícia oficial, não havia confirmação das autoridades competentes. 

Em nota oficial, a PCEPA reforçou: “A Polícia Científica do Pará informa que realizou exame de lesão corporal e sexológico que atestaram que não houve agressão ou abuso sexual, e que as manchas de coloração azuladas no corpo do bebê são marcas de nascença e não configuram hematomas de agressão.” 

O pai da recém-nascida havia sido preso na quinta-feira (29), após a Polícia Militar ser acionada por volta de 12h30 para averiguar denúncia de agressão contra uma bebê de apenas três dias de vida. A criança apresentava manchas que inicialmente foram interpretadas como lesões. Segundo a PM, o suspeito também teria atacado a companheira. 

Quando chegaram ao endereço, os policiais encontraram o homem armado com uma faca, sem camisa, escondido atrás da casa. Ele tentou fugir, pulando muros e entrando em uma área de mata, mas acabou sendo capturado por moradores, que chegaram a agredi-lo antes da chegada da polícia. 

Além da recém-nascida, outras três filhas do suspeito estavam na residência e foram encaminhadas às autoridades de proteção. Na delegacia, foi constatado ainda que ele já respondia por estupro de vulnerável. Porém, diante dos laudos periciais, a Polícia Civil confirmou a liberação do investigado. 

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