A Rede Sustentabilidade vai pedir proteção para o porteiro responsável pelo depoimento que associa o presidente Jair Bolsonaro à investigação sobre a morte de Marielle Franco. O pedido, que será entregue ao governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, diz que o porteiro vem sofrendo “coação moral” por parte do governo federal desde que o seu depoimento foi tornado público – algo que, de acordo com o partido, permite sua inclusão no programa de proteção de testemunhas, que oferece proteção policial, mudança de endereço e às vezes até mudança de nome

“Existe um movimento para impedir o testemunho livre e desimpedido da testemunha, situação que merece ação imediata e urgente em favor da testemunha”, argumenta a representação do partido.

O texto do documento ressalta que, após a divulgação da possível conexão do presidente Jair Bolsonaro com o assassinato de Marielle Franco, o governo tem focado os seus esforços em descredibilizar o depoimento do porteiro do condomínio em que morava Bolsonaro e um dos suspeitos do crime.

“O presidente da República fez uma solicitação ao ministro da Justiça e Cidadania para que, por meio da Polícia Federal, seja tomado novo depoimento da testemunha que fez referência ao nome do presidente. Essa solicitação foi acompanhada, posteriormente, de um pedido do ministro da Justiça e Cidadania à PGR para requisitar a instauração de inquérito. No ofício enviado, o ministro da Justiça informa expressamente que pode ter havido ‘eventual tentativa de envolvimento indevido do nome do Presidente da República no crime em questão, o que pode configurar crimes de obstrução à Justiça, falso testemunho ou denunciação caluniosa, neste último caso tendo por vítima o Presidente da República, o que determina a competência da Justiça Federal'”, destaca a ação, afirmando que, desta forma, o governo acusa a testemunha de crimes como obstrução à Justiça para impedir o seu livre testemunho.

(Com informações do site Congresso em Foco)

Foto: Marcos Corrêa/PR

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