O Observatório do Manejo Florestal Comunitário e Familiar –  grupo formado por organizações da sociedade civil, institutos de ensino, pesquisa e comunidades, com a missão de promover o manejo florestal  na Amazônia – lançou, no último mês, uma carta de posicionamento em relação às ameaças contra a Reserva Extrativista Verde Para Sempre, localizada no Oeste do Pará. As 40 organizações que compõe a iniciativa seguem o tom de preocupação expressos pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelos moradores da Resex com o “III Encontro dos Criadores de Gado da Resex Verde Para Sempre”, previsto para março com a presença do presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Homero George Cerqueira.

O Observatório avalia que o evento está em um cenário de fragilização de áreas protegidas. “Esse movimento busca legitimar seus interesses por meio de arranjos políticos de recategorização das Unidades de Conservação, enfraquecendo ainda mais esses territórios para consolidação de culturas de produção insustentáveis, ligados aos interesses do agronegócio”, expõe o documento.

A Resex Verde Para Sempre é a maior Unidade de Conservação (UC) de Uso Sustentável do Brasil, com dimensão equivalente a oito vezes o tamanho da cidade São Paulo, com uma diversidade de recursos naturais e cobertura florestal que ainda se mantém de “pé”. Os moradores e moradoras  têm um protagonismo histórico no manejo florestal . Atualmente  sete planos de manejo florestal comunitário estão em execução, todos gerenciados por comunidades. Entre 2017 e 2019 essas atividades geraram no território cerca R$ 6 milhões.

O Instituto Floresta Tropical é uma das instituições que compõe o Observatório do MFCF e assina o documento em favor da Unidade de Conservação.

Acesse a carta de posicionamento do OMFCF 

(Com informações do Observatório do MFCF)

Foto: Jaime Souzza/IEB

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