O Observatório do Manejo Florestal Comunitário e Familiar (OMFCF), o Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS) e o Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), lançam nesta quinta-feira (21), a campanha “Proteção para as populações amazônicas”. A iniciativa busca apoiar a aquisição de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) e incentivar a confecção de máscaras para famílias que vivem em áreas de florestas comunitárias no Pará.

De acordo com o OMFCF, no Pará há mais de 300 mil famílias vivendo em áreas de florestas comunitárias, como, por exemplo, unidades de conservação, assentamentos rurais e territórios quilombolas. São áreas distantes dos centros urbanos e sem acesso à infraestrutura que dificulta ou, até mesmo, impedem a aquisição de equipamentos para a proteção contra a covid-19.

O desafio das longas distâncias pode ser observado na Reserva Extrativista Verde Para Sempre (Resex VPS), no município de Porto de Moz, às margens dos rios Xingu e Amazonas. Com dimensão equivalente a oito vezes o tamanho da cidade São Paulo, a comunidade mais próxima da sede municipal está a duas horas de barco, a mais distante fica em torno de 18 horas.

Na Resex vivem cerca de 2,5 mil famílias, muitas não acessaram o auxílio emergencial do governo e se arriscam se deslocando para os centros urbanos em busca de informações sobre o recurso pago pela Caixa. O apoio financeiro é um reforço na renda, pois as medidas de distanciamento social diminuem a comercialização de produtos importantes da economia extrativista, como, por exemplo, a madeireira, o Açaí e a Castanha do Brasil.

Segundo estimativas do OMFCF as paralisações das atividades ligadas à extração sustentável de madeira na VPS podem gerar um prejuízo de cerca de R$ 1,3 milhões caso as comunidades não consigam operacionalizar a safra de 2020. Com isso, a renda de mais 200 famílias ficará comprometida na maior Resex do Brasil.

Campanha

O OMFCF, por meio de projetos com seus doadores, já disponibilizou recursos para que o Comitê de Desenvolvimento Sustentável (CDS) em Porto de Moz, o Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) de Breves, a Associação Comunitária de Santo Ezequiel Moreno, em Portel, e a Rede Bragantina iniciassem o apoio aos extrativistas e agricultores (as) familiares.

A campanha “Proteção para as populações Amazônicas” busca arrecadar R$ 30 mil para consolidar o trabalho naqueles territórios. Com recursos do financiamento coletivo busca-se fortalecer grupo de mulheres para a confecção de máscaras e facilitar a chegada de EPI’s para as populações mais isoladas.  Caso a meta de arrecadação seja ultrapassada outros territórios serão atendidos.

Doações

Caso queira participar financeiramente acesse benfeitoria.com/protecaoamazonia

Para mais informações e resultados da campanha acesse observatoriomfcf.org.br ou entre em contato por e-mail, observatoriomfcf@gmail.com

Foto: Lucas Filho/Acervo IEB

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