O presidente da República, Jair Bolsonaro, voltou a defender, em sua conta no Twitter, a ideia de que as medidas sanitárias contra a pandemia do coronavírus trarão um impacto na economia brasileira pior que os efeitos do próprio vírus, que já infectou 4.256 pessoas e matou 136 no país, segundo a última atualização feita pelo Ministério da Saúde, divulgada no final da tarde deste domingo (29).

“Temos dois problemas que não podem ser dissociados: o vírus e o desemprego. Ambos devem ser tratados com responsabilidade. Mas se o remédio for demasiado o efeito colateral será muito mais desastroso”, escreveu Bolsonaro, que tem criticado as políticas de isolamento social adotadas por Estados e municípios, sob recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do próprio Ministério da Saúde.

Junto à mensagem, Bolsonaro compartilhou um vídeo da apoiadora, a apresentadora de TV e agora influenciadora digital Liliane Ventura, que diz que Bolsonaro é o “único governante no país que tem juízo para proteger a população do vírus e de uma quebradeira geral”.

Ela, assim como o presidente, defende que a população que não faz parte do grupo de risco do coronavírus retome as atividades e volte a trabalhar. Segundo a apresentadora, “há um pânico que vai nos levar a um abismo econômico que vai matar muita gente.

Twitter apaga publicações de Bolsonaro por violações de regras da rede

A rede social Twitter apagou duas publicações da conta oficial do presidente Jair Bolsonaro na noite deste domingo (29). No lugar das postagens, feitas na tarde de domingo, aparece a mensagem: “Este tweet não está mais disponível porque violou as regras do Twitter”.

O Planalto diz que não vai comentar. O Twitter respondeu em nota que anunciou recentemente em todo o mundo a expansão de suas regras para abranger conteúdos que forem eventualmente contra informações de saúde pública orientadas por fontes oficiais e possam colocar as pessoas em maior risco de transmitir COVID-19. “O detalhamento da ampliação da nossa abordagem está disponível neste post em nosso blog.

No post citado pela empresa, são listados todos os tipos de mensagens que podem colocar em risco a saúde pública em relação ao coronavírus.

(Com informações do G1)

Foto: Reprodução/TV Globo

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