Em reunião com secretários de Segurança Pública, o presidente Jair Bolsonaro admitiu nesta quarta-feira (22) que poderá recriar o Ministério de Segurança Pública. 

Uma proposta também que trouxeram aqui que seria a possibilidade de recriação do Ministério da Segurança. Talvez, pelo anseio popular de ter dificuldade nessa área, [e de a segurança] ser talvez o ponto mais sensível em cada Estado, essa possível recriação poderia melhor gerir a questão da Segurança. É esse o entendimento dos senhores? [governadores consentem]. Nós estudaremos essas questões aqui e daremos uma resposta o mais rápido possível”, disse o presidente durante o encontro.

A reunião, realizada no Palácio do Planalto, foi transmitida ao vivo por meio das redes sociais de Bolsonaro. Além do presidente e dos secretários, participaram do encontro os ministros Jorge Oliveira (Secretaria-Geral), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) e Augusto Heleno (GSI). 

Decisão reduzirá poder de Moro

Uma eventual recriação do Ministério de Segurança Pública significaria uma redução de poder de Sergio Moro, hoje titular da pasta que abriga o tema junto da Justiça. Moro não estava presente no encontro. 

Moro foi convidado a compor o governo Bolsonaro em outubro de 2018 com a promessa de receber uma “superpasta”, que abrigaria Justiça, Segurança Pública e o extinto Coaf.

Em desentendimentos com o Congresso, o ministro viu seus planos modificados e o Coaf foi transferido para o Ministério da Economia e, posteriormente, para o Banco Central.

O Ministério da Segurança Pública foi extinto por Bolsonaro no início de 2019. Na configuração anterior, do governo de Michel Temer, a pasta reunia também a Polícia Federal, hoje no Ministério da Justiça. 

Além da proposta sobre a composição ministerial, o secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Teles Barbosa, apresentou uma lista de demandas dos estados para o presidente da República. Ele é o presidente do Consesp (Colégio Nacional de Secretários de Segurança Pública).

(Com informações da Folhapress)

Foto: José Cruz/Agência Brasil

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